segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Professora...

Faz pouco menos de três meses que comecei em uma nova escola, em uma nova cidade além dos trilhos do metro. E hoje fui recebida por um abraço apertadoooo de um aluno e um confeito do outro... É claro que o dia transcorreu como costuma transcorrer, com trancos, barrancos, aulas boas, ruins e péssimas...

Mas eu chego em casa e sei que essa é profissão que escolhi, acho que sei fazer isso acontecer, mesmo sabendo o quanto também erro.

Se quiser me ver triste, muito triste, infeliz, apenas sugira de leve, de levinho, que talvez ter me tornado professora tenha sido uma péssima ideia.

De muitas formas essa é a coisa que faço por escolha, por amor e é o que me cola quando me quebro inteira. Pensar em fazer outra coisa é como ter uma lança cravada no peito.

Sou grata a todas as crianças e adolescentes que passaram pela minha vida, me ensinaram coisas que eu não sabia e me tornaram uma pessoa melhor.

Mesmo sendo incompleta, fragmentada e limitada, me esforço diariamente para ser a melhor professora que posso ser, a melhor versão de mim mesma.

domingo, 8 de outubro de 2017

O Museu do Cais do Sertão pelos olhos de quem é do Agreste/Sertão

Em Recife existe um museu chamado "Cais do Sertão" no qual,  segundo o próprio site institucional, se pretende, com recursos de tecnologia inovadores, automação e interatividade, além da leitura generosa de cineastas, escritores, artesãos, artistas plásticos, artistas visuais e músicos de todo o país, apresentar os fortes contrastes que marcam a vida nos sertões nordestinos, proporcionando aos visitantes uma experiência de imersão nesse universo.

Em Janeiro de 2017 levei minha amiga Claudinei para visitar o espaço no qual a memória de seu povo é exposta a população de Recife e Região Metropolitana assim como a dos turistas que visitam a cidade. O resultado dessa visita está escrito abaixo em um relato desconcertante da própria Claudineia:

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Androides sonham com ovelhas elétricas?


As vezes olho meus livros lidos e absurdada percebo o quanto livros lidos há de um ano atrás parecem ter sido lidos em outra vida e o quanto alguns livros lidos há anos parecem ter sido lidos ontem. Sempre acho impressionante a capacidade que algumas histórias possuem de impregnar a mente. "Androides sonham com ovelhas elétricas?" do Philip K. Dick é um desses livros impregnantes.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

As Mais Belas Fabulas, vol 1: Sempre Despertas [HQs]


Não consigo deixar de me surpreender com a resiliência de velhas histórias medievais. Algumas delas tem a capacidade de se entrelaçar na mente e no coração das pessoas e serem assim passado de geração a geração de várias formas e sendo constantemente modificados no caminho. Algumas vezes as histórias são suavizadas, outras aprofundadas, mas permanecem sendo contadas e recontadas.

Talvez por esse meu estado de surpresa contante com a resiliência dessas histórias, fiquei maravilhada quando descobrir o trabalho do roteirista Bill Willingham na série de HQs "Fábulas" publicadas pelo selo Vertigo da DC Comics. Na série ele explora os contos de fadas de diversas culturas diferentes.

domingo, 17 de setembro de 2017

Os livros são meu álcool



Livros para mim são como o álcool para os alcoólatras.
Se estou feliz, compro para comemorar.
Se estou triste, compro para purgar a tristeza.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Sr. Chacal: Noite de Galo [Literatura Infantil]


As fábulas são uma das mais antigas formas de refletir sobre a vida, as atitudes humanas e seus efeitos bons ou ruins. Eu amo fábulas, tanto as clássicas quanto as que são construídas na atualidade. E em Sr. Chacal: Noite de Galo Elisa Khoury Daher transformou uma história antiga de família em uma dessas fábulas maravilhosas e fáceis de amar.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

O Perfuraneve [HQs]


"O Perfuraneve" foi um livro cujo lançamento me deixou instigada. Não cheguei a ver o filme, mas li várias resenhas dele e acabei adicionando a coleção. No entanto, quando ele chegou nas minhas mãos não senti impeto de ler automaticamente. Acabei deixando ele na estante esperando sua hora e sua vez.

Só quando passei a frequentar o metro do Recife ele começou a me chamar e, apesar dos seus um quilo e meio, não consegui resisti por muito tempo ao chamado. Numa bela manhã levei ele comigo para percorrer a distancia capaz de unir e separar a Zona Norte do Recife do Centro de Jaboatão. Apesar do incomodo gerado pelo peso, ler um livro cuja história se passa dentro de um metro de superfície estando dentro desse meio de transporte formou um jogo de espelhos entre realidade e ficção impossível de resistir e difícil de reproduzir.